Memória emerge do corpo, da experiência, da cultura

Na história, na sociedade e também no corpo a memória é viva: reorganiza os afetos ao sabor da experiência. Essa dinâmica se aplica para a sociedade nos dias atuais e também para a vida de cada pessoa no contexto da pandemia.
As experiências mudam nossa perspectiva sobre nossa relação com o mundo e assim traz impulsos para revermos nossos entendimentos.
O revisionismo não fala nada do passado, fala do presente – disse o historiador Leandro Karnal. Das narrativas sobre a colonização das Américas, da relação com a natureza e com os povos originários do continente, até as questões sobre escravização do povo negro, as narrativas sobre raça, protestos na rua e a remoção de estátuas. Todas essas mudanças de perspectiva histórica e seus discursos são estímulos para examinarmos como nos relacionamos com cada uma dessas narrativas: onde as reforçamos, onde contribuímos para sua mudança.
Por trás da construção de discursos, estão nossos gestos, as formas de relação entre humanos e de nós com o ambiente. Mudar a história é construir novas experiências de corpo e alma.
Imagens: Instalações de @chiharushiota , espetáculo “A Vida Começa pela Memória” da Cia Intérpretes Independentes (por Suane Melo), Remoção da Estátua de Robert Milligan em Londres (BBC), Memorial dos Povos Indígenas (por Tony Winston/Agência Brasília), Tree Cover (por Global Forest Watch).

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