Nova turma da Formação Integrada para a Sustentabilidade na FGV

Esquecidos, negligenciados, esconfidos ou imaginados, os rios de #SaoPaulo continuam existindo apesar da relação conturbada com os habitantes da #cidade ao longo da #história E o que revela essa relação entre as #pessoas e os #rios paulistanos sobre a #humanidade do século 21? Esta é a pergunta que move a nova edição do @fis_fgv que teve início esta semana. Em breve, mais atualizações sobre nosso percurso formativo. https://www.instagram.com/p/CSOwo0mnkC4/?utm_medium=share_sheet

Imersão de Corpo e Movimento na Natureza: Especial 2020

O último retiro de 2020 acontece de 4 a 6 de dezembro, seguindo todos os protocolos de segurança. Veja detalhes abaixo. Inscrições aqui

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Nunca um ditado popular foi tão apropriado como nesse ano de 2020: o mundo dá voltas! Para dar novo sentido à longa jornada desse ano e renovar energias vamos fechar dezembro com um último retiro na natureza, trazendo como tema “Translações”. Uma palavra que fala das trajetórias de cada um e de seus modos de adaptação, mas também indica um elemento coletivo e planetário de estar em órbita, seguindo ritmos próprios do universo, da natureza e suas surpresas. Algo parecido com o que acontece no corpo humano, cujos fluxos dialogam entre intenção e acaso.

Para investigar diferentes sentidos de translação, o ConeCsoma convida você para uma imersão na natureza, de 4 a 6 de dezembro, em que iremos explorar “Translações” a partir do corpo e para além dele. Faremos isso por meio de consciência corporal, de interação com o ambiente e de experimentações do mover do corpo no espaço e no tempo. E ainda doses de reflexão, conversa, imagens e contemplação. Inscrições aqui

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Explorar como a vida descreve suas órbitas de translação é estabelecer uma ponte com o que nos torna parte das dimensões macro e micro do universo. E também nos conecta com o que gera no humano sua enorme potência de adaptação e aspectos de sua criatividade e construção de relações entre pessoas e o ambiente que habitam.

PERCURSO

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Nesse último retiro de 2020 viajaremos para uma região de Mata Atlântica a cerca de 1h30 de São Paulo. Ali iremos dialogar com diferentes modos de reconhecer, vivenciar e expressar a ideia de Translações. E investigaremos novos modos de mover, encontrando potências e o prazer de perceber, desfrutar e tramar nossos movimentos, trajetórias e fluxos.

Tudo isso, sob a perspectiva ecossomática de Ricardo Barretto, a partir de princípios do Body-Mind Centering® e de educação somática, além de princípios da sustentabilidade e das ciências da comunicação. Sempre respeitando e valorizando as singularidades de cada um e as relações com os outros e o ambiente. E, claro, adotando protocolos de segurança para respeitar as restrições que a pandemia ainda nos impõe.

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As experiências dessa imersão envolverão:.

> dinâmicas de consciência corporal e exploração do movimento para reconhecer perspectivas de Translações na constituição, no movimento e nos fluxos do corpo e da natureza, desenvolvendo modos singulares de mover e interagir

> contemplação de manifestações de Translações nas estruturas e fenômenos da paisagem, aproveitando o ambiente como lugar de aprendizado e inspiração

> criação de repertório de movimento a partir da exploração de referências de Translações, gerando e apropriando-se de novos modos de mover e estar

> interação por meio de jogos de improviso e dinâmicas de movimento, estimulando a potência das relações vivas

> compartilhamento de percepções e descobertas a partir do que vivemos, e conversas sobre aspectos da sociedade e da ecologia a partir de noções da trajetória e dos tempos da vida humana no planeta e dos insights de cada participante

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As práticas têm início no sábado, 5/12, às 9h, mas encorajamos que todos os participantes viagem na sexta-feira, 4/12, para integração de grupo à noite e para uma introdução experiencial à imersão do fim de semana.

*Ajudaremos a organizar caronas

*Estaremos hospedados na mesma casa e as refeições estão inclusas no pacote

Investimento: R$ 485,00 (pode parcelar)
15 vagas > daremos preferência a quem confirmar com antecedência
Reservas, Inscrições ou Dúvidas aqui

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FACILITAÇÃO: RICARDO BARRETTO

Comunicólogo e educador somático, Ricardo é o mentor do projeto ConeCsoma que promove conexões a partir do corpo e para além dele. Atua há 20 anos em comunicação para sustentabilidade e como movedor, em contextos artísticos e educacionais. Seu trabalho corporal bebe em três fontes: o entendimento da Comunicação como toda dinâmica de fluxos e trocas; o estudo de dança contemporânea e abordagens somáticas como o Body-Mind Centering®; e as noções de interdependência e visão integrada que caracterizam o pensamento original da sustentabilidade.

A fusão e aprofundamento da pesquisa desses saberes integrados teve início em 2008, com sua atuação profissional no Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV-EAESP, e por meio de pós-graduação na ECA-USP, da formação em BMC®, da atuação como facilitador e educador somático e da participação no Núcleo de Formação Integrada do FGVces.

SOBRE AS IMERSÕES DE CORPO E MOVIMENTO NA NATUREZA

Iniciativa que surge em 2017 como desdobramento das Experiências de Corpo e Movimento, que Ricardo Barretto oferece semanalmente no Espaço ConeCsoma. A ideia é aprofundar a proposta de educação para o movimento e de conexões a partir do corpo. Daí, um mergulho na natureza, com mais tempo e inspiração para perceber e explorar os fluxos informativos que atravessam o corpo e o conectam ao ambiente, à sociedade e às nossas relações. Sempre de modo estimulante e com respiro para digerir os aprendizados que surgem, curtir a natureza e criar laços entre as pessoas. Atualmente, realizamos uma Imersão de Corpo e Movimento na Natureza a cada três meses.

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O corpo integrado e a sociedade sã precisam mais do que curtidas

Esconderam as curtidas no Instagram para reduzir ansiedade, dependência, competição, frustração. Arriscaria o palpite que a “gigante” das redes sociais teme também ações judiciais em massa, como o que aconteceu com a indústria do cigarro no fim do século XX. Há alguns anos, ações coletivas em virtude de invasão de privacidade já são parte do dia-a-dia do Facebook, por exemplo.

Mas a iniciativa do Insta diz respeito a outros desdobramentos da vida digital: a depressão e a solidão. Seguidores, curtidas e compartilhamentos atestam graus de engajamento, mas não preenchem a alma humana na mesma intensidade que causam dependência – sim, já existem estudos que mostram que o efeito no cérebro é semelhante ao da cocaína.

Essa impossibilidade de preenchimento é porque não sentimos só com os olhos, as pontas dos dedos, e os limitados impulsos elétricos que as telas geram nos neurônios. O corpo é um sistema integrado, em camadas biofísicas, subjetivas, ecosomáticas e outras indefiníveis. Demanda tato, conversa, presença, e vivência com trocas sobre o que é sentir-se em dúvida, descordar, desgostar, estabelecer confiança, encantar-se, identificar-se … com o outro … vivo … presente. Não com a tela!

Os estímulos da presença de um corpo perante outro corpo são inúmeros, vibrantes e necessários para o ser humano. As migalhas que as telas proporcionam são bons aperitivos, mas não fazem um banquete. E quem se alimenta só de salgadinho, acaba adoecendo.

Para viver a era digital com plenitude é preciso corporalizar o cotidiano, cultivar experiências presenciais, relativizar o peso do virtual. Experimentar o coletivo encarnado é também uma oportunidade de construir senso crítico, compaixão e ética. Longe do anonimato covarde, da certeza egocêntrica e da incógnita dos efeitos de um post, de um comentário, de uma fakenews.

Para que essas iniciativas não dependam da boa ação, da gestão de risco ou da crise de consciência das empresas responsáveis pelas redes sociais, precisamos alimentar o sentido de interação encarnada e de comunidade. E precisamos de educação integrada, que olhe par o ser humano não como um produtor, mas pela complexidade que o caracteriza. Vale para os pais, para os estudantes, para os eleitores e para os formuladores de políticas públicas.