Teoria da Relatividade abre novas dimensões perceptivas no retiro de inverno

A sétima edição das Imersões de Corpo e Movimento na Natureza aconteceu em São Lourenço da Serra, no interior de São Paulo, no fim de semana mais frio de todo o inverno. Mas assim como o tempo e o espaço, os participantes do retiro mudaram sua perspectiva do frio, a partir de experiências de corpo, movimento, contemplação e trocas mais que especiais, tanto pela palavra como por freqüências indizíveis da comunicação. Conectando micro dimensões do universo corporal, às macro dimensões do cosmos. Incluindo paralelos com a vida de cada um e as dinâmicas da sociedade.

Tudo isso, orientados pela investigação da Relatividade e seus desdobramentos para além da ciência. Se a Física já ensinou que tempo e espaço são dimensões relativas a um ponto de observação, o corpo nos indica que tudo depende da intenção. Sim, os fenômenos físicos continuam lá, mas podem passar despercebidos se não acionamos os sentidos para nos apropriarmos da relatividade.

Ao mergulhar em experiências que revelam as variações de tempo e espaço o grupo da imersão de inverno lançou conexões com fenômenos do próprio corpo, da sociedade, do ambiente e do cosmos. E reconheceu que o encontro entre leis da física e as intenções humanas pode gerar reflexões poderosas e poesia.

Explorar percepções da Relatividade foi um modo de estabelecer uma ponte para o que nos torna parte das dimensões macro e micro do universo. E também, para o constante diálogo com o que nos torna vivos e criadores-intérpretes da dança instigante que atravessa desde os átomos até os planetas e estrelas do firmamento.

Estavam abertas novas perspectivas para ser humano.

Performance emerge de aula no mestrado em sustentabilidade (FGV)

Um dos princípios norteadores da linha de Sustentabilidade no Mestrado para a Gestão da Competividade (FGV-EAESP) é a transdisciplinaridade. Em outras palavras, a evocação e conexão de diferentes conhecimentos e modos de fazer para estimular novos olhares e caminho para que potências de cada participante e do grupo se expresse de modo vivo.

É nesse contexto que são propostas aulas de formação integrada e, nesse espaço, algumas experiências de corpo e movimento. Em março, aconteceu uma delas, sob a condução de Ricardo Barretto, mentor do ConeCsoma que participa do núcleo de formação do Centro de Estudos em Sustentabiliade (FGVces), responsável pelo mestrado.

A partir de princípios de Klauss Vianna sobre a relação entre corpo e texturas do ambiente para gerar movimento, foi desenvolvida uma experiência para aprofundar a conexão dos quatro grupos de trabalho existentes na turma 4 do mestrado. Esses grupos são dedicados a projetos com temáticas da sustentabilidade e seu desenvolvimento inclui a implicação de si mesmo em todo o processo de aprendizagem e produção de conhecimento. Do receio inicial em lidar com a possibilidade de dança na sala de aula, os alunos passaram a se entregar à proposta e acabaram por produzir uma performance coletiva, digna de conceitos como arte contemporânea e complexidade.

Se é difícil relatar a força da experiência e a reverberação no grupo, algumas fotos ajudam a dar um gostinho da performance.

Olhar da arte para a relação entre humano, oceanos e suas criaturas

Texturas, cores, movimentos e toda uma construção do imaginário humano nos conectam às criaturas do mar. Nossos corpos, constituídos por um imenso oceano interno, revelam algumas dinâmicas de movimento que se assemelham à de criaturas simples como esponjas e medusas. E nosso encantamento leva o corpo terrestre a buscar mover como os corpos aquáticos, nem que para isso seja preciso às vezes submergir. A seguir, nessa página, você confere vídeos, leituras e outras referências para ir mais fundo nessa ideia.

SELECIONAMOS CONTEÚDO SURPREENDENTE PARA VOCÊ IR MAIS FUNDO NESTE ASSUNTO:

20180504_mltmd_arteoceano