Vitalidades foi o tema do retiro de outono 2019

De 26 a 28 de abril estivemos no interior de São Paulo, entre Mairinque e Ibiúna, para investigar como no corpo, na natureza e na sociedade podemos perceber o impulso do que é vivo a partir de dinâmicas de nascimento, crescimento, trocas, mobilidades, contradições, desenvolvimento, envelhecimento e morte.

A ideia permeando esse retiro era a de que se a vitalidade é um fenômeno involuntário, é possível ainda aproveitar e alimentar sua potência pela observação e integração com os elementos inspiradores e desafiadores que a tornam presente no mundo, no ambiente e nas relações. Modificando noções de desejo, prazer, medo, angústia, ansiedade e padrões que mantemos inconscientemente.

As experiências envolveram consciência corporal, interação com o ambiente e experimentações do mover do corpo no espaço. Além de doses de reflexão, conversa, imagens e contemplação. Explorar percepções de vitalidade foi um modo de estabelecer uma ponte com o que nos torna únicos e, ao mesmo tempo, parte de um coletivo que se perpetua através de cada um, mas também de modo autônomo. Abrindo espaço para reconhecermos novos modos de lidar com o que é vivo e com o envelhecimento e a morte.

Ou seja, novas perspectivas para ser humano.

SOBRE AS IMERSÕES DE CORPO E MOVIMENTO NA NATUREZA

Iniciativa que surge em 2017 como desdobramento das Experiências de Corpo e Movimento, que Ricardo Barretto oferece semanalmente no Espaço ConeCsoma. A ideia é aprofundar a proposta de educação para o movimento e de conexões a partir do corpo. Daí, um mergulho na natureza, com mais tempo e inspiração para perceber e explorar os fluxos informativos que atravessam o corpo e o conectam ao ambiente, à sociedade e às nossas relações. Sempre de modo estimulante e com respiro para digerir os aprendizados que surgem, curtir a natureza e criar laços entre as pessoas. Atualmente, realizamos uma Imersão de Corpo e Movimento na Natureza a cada três meses. O próximo retiro acontece em julho. Em breve, mais detalhes aqui.

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Equipe do mundo corporativo visita novos modos de inovar e nutrir conexões

Esta é a segunda vez que uma equipe do Banco Itaú vai ao espaço do ConeCsoma para desenvolver novas perspectivas do grupo e de cada pessoa, caminhos de confiança, abertura e conexão, e ainda potências para a criatividade.

Da primeira vez estava em pauta um novo projeto de sustentabilidade, com uma equipe recém formada. Dessa vez, a missão era voltada para uma equipe que já tinha um tempo de experiência e que demandava inspiração periódica para o desafio de inovar com qualidade e de modo intenso.

Nada melhor que ativar o corpo e o movimento! Para isso, Ricardo Barretto conduziu junto aos 16 colegas de trabalho dinâmicas de atenção plena, consciência corporal, exploração de movimento e jogos de improvisação. A resistência inicial deu lugar à diversão, à construção de diálogos e sentidos e a uma série de leituras e paralelos com o trabalho muito ricos, partilhados na roda de conversa final.

Performance emerge de aula no mestrado em sustentabilidade (FGV)

Um dos princípios norteadores da linha de Sustentabilidade no Mestrado para a Gestão da Competividade (FGV-EAESP) é a transdisciplinaridade. Em outras palavras, a evocação e conexão de diferentes conhecimentos e modos de fazer para estimular novos olhares e caminho para que potências de cada participante e do grupo se expresse de modo vivo.

É nesse contexto que são propostas aulas de formação integrada e, nesse espaço, algumas experiências de corpo e movimento. Em março, aconteceu uma delas, sob a condução de Ricardo Barretto, mentor do ConeCsoma que participa do núcleo de formação do Centro de Estudos em Sustentabiliade (FGVces), responsável pelo mestrado.

A partir de princípios de Klauss Vianna sobre a relação entre corpo e texturas do ambiente para gerar movimento, foi desenvolvida uma experiência para aprofundar a conexão dos quatro grupos de trabalho existentes na turma 4 do mestrado. Esses grupos são dedicados a projetos com temáticas da sustentabilidade e seu desenvolvimento inclui a implicação de si mesmo em todo o processo de aprendizagem e produção de conhecimento. Do receio inicial em lidar com a possibilidade de dança na sala de aula, os alunos passaram a se entregar à proposta e acabaram por produzir uma performance coletiva, digna de conceitos como arte contemporânea e complexidade.

Se é difícil relatar a força da experiência e a reverberação no grupo, algumas fotos ajudam a dar um gostinho da performance.