FIS 19 funde clima, agricultura e arte

A 19. edição da Formação Integrada para a Sustentabilidade traz como desafio “produzir uma exposição de arte que revele a urgência de caminhos para adaptação da agricultura brasileira às mudanças climáticas”.

Disciplina eletiva volta aos alunos de graduação da FGV em São Paulo, o FIS, como é conhecido esse curso, propõe a cada semestre um desafio real para que os participantes se aprofundem em um tema relevante da sustentabilidade e, ao mesmo tempo, desenvolvam um processo de autoconhecimento. Para tanto, são usadas referências como a Teoria U, do MIT, e a Transdisciplinariedade.

Ambas perspectivas evocam diferentes áreas de conhecimento e modos de experiência para gerar percepções do tema, do mundo e de si mesmo que vão além dos padrões e modelos mentais já sustentados pelos aprendentes. É nesse contexto que o corpo surge como dimensão relacional e de conhecimento, contando com a contribuição das abordagens de educação somática, dança contemporânea, jogos de improvisação, comunicação e ecossomática propostas pelo ConeCsoma.

Em breve, mais detalhes sobre o FIS 19.

Vitalidades foi o tema do retiro de outono 2019

De 26 a 28 de abril estivemos no interior de São Paulo, entre Mairinque e Ibiúna, para investigar como no corpo, na natureza e na sociedade podemos perceber o impulso do que é vivo a partir de dinâmicas de nascimento, crescimento, trocas, mobilidades, contradições, desenvolvimento, envelhecimento e morte.

A ideia permeando esse retiro era a de que se a vitalidade é um fenômeno involuntário, é possível ainda aproveitar e alimentar sua potência pela observação e integração com os elementos inspiradores e desafiadores que a tornam presente no mundo, no ambiente e nas relações. Modificando noções de desejo, prazer, medo, angústia, ansiedade e padrões que mantemos inconscientemente.

As experiências envolveram consciência corporal, interação com o ambiente e experimentações do mover do corpo no espaço. Além de doses de reflexão, conversa, imagens e contemplação. Explorar percepções de vitalidade foi um modo de estabelecer uma ponte com o que nos torna únicos e, ao mesmo tempo, parte de um coletivo que se perpetua através de cada um, mas também de modo autônomo. Abrindo espaço para reconhecermos novos modos de lidar com o que é vivo e com o envelhecimento e a morte.

Ou seja, novas perspectivas para ser humano.

SOBRE AS IMERSÕES DE CORPO E MOVIMENTO NA NATUREZA

Iniciativa que surge em 2017 como desdobramento das Experiências de Corpo e Movimento, que Ricardo Barretto oferece semanalmente no Espaço ConeCsoma. A ideia é aprofundar a proposta de educação para o movimento e de conexões a partir do corpo. Daí, um mergulho na natureza, com mais tempo e inspiração para perceber e explorar os fluxos informativos que atravessam o corpo e o conectam ao ambiente, à sociedade e às nossas relações. Sempre de modo estimulante e com respiro para digerir os aprendizados que surgem, curtir a natureza e criar laços entre as pessoas. Atualmente, realizamos uma Imersão de Corpo e Movimento na Natureza a cada três meses. O próximo retiro acontece em julho. Em breve, mais detalhes aqui.

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