O Corpo para Educadores e Facilitadores – oficina

Como aproveitar as potências do corpo na formação de pessoas e facilitação de grupos?
Descubra na oficina que acontece nos dias 1 e 2 de junho, em São Paulo. Inscreva-se!

picsart_03-23-11.00.41.jpgEducadores, profissionais de RH, facilitadores, coaches e psicólogos demandam modos instigantes de sensibilizar e engajar seu público, gerar e partilhar conhecimento, e de estimular escuta e abertura das pessoas. Apesar de sempre presente, o corpo raramente é evocado em toda sua potência, deixado para trás a oportunidade de aprofundar técnicas, aprimorar o “termômetro” de grupo, inovar processos, criar ritmo nas dinâmicas e estimular insights e leituras de contexto que vão além da lógica racional.

20180103_comunidadefis_encontro2Pensando nisso, Ricardo Barretto, mentor do ConeCsoma, desenvolveu as Oficinas para Educadores e Facilitadores, reunindo técnicas, aprendizados e modos autênticos de evocar o corpo no trabalho com grupos. Trata-se de abordagens desenvolvidas nos últimos anos, a partir de sua atuação com equipes de empresas, estudantes universitários, e nos cursos e retiros promovidos pelo ConeCsoma. E bebem na sua formação em comunicação e sustentabilidade, Body-Mind Centering®, técnicas de educação somática, dança contemporânea e experiência em jogos de improvisação.

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A ideia é conectar educadores e facilitadores às potências que só o universo corporal faz emergir, por sua característica de sistema integrado, sensorial, entrelaçado em camadas internas e subjetividades, com habilidade de perceber e conectar-se com o ambiente, os outros e aspectos transcendentais da vida.

A próxima oficina acontece nos dias 1 e 2 de junho, em São Paulo, no Espaço ConeCsoma*, e terá como foco:

  • identificação de potências do corpo para o trabalho de cada profissional
  • caminhos de consciência corporal, exploração do movimento e nutrição de “campo”
  • abordagem ConeCsoma de sensibilizção e ativação do corpo para acessar a inteligência do coletivo
  • laboratório de práticas e estratégias para integrar o corpo a contextos formativos
  • rodas de partilha e aprofundamento
  • materiais e referências de apoio

Inscreva-se aqui

*O ConeCsoma fica na R. da Consolação, 2685 – sl 5, a duas quadras das estações Paulista (linha amarela) e Consolação (linha verde) do metrô, em São Paulo.

Sobre Ricardo Barretto

20180802_fis17_encin_din1_rbComunicólogo e educador somático, entende que fluxos informativos vão além das mídias: incluem das menores partículas ao cosmos, passando pelo corpo e as relações que o atravessam. Sua formação inclui graduação em Relações Internacionais (PUC-SP), pós-graduações em Jornalismo Político (PUC-SP) e em Redes Digitais e Sustentabilidade (ECA-USP), e a formação como Educador do Movimento Somático pelo Body-Mind Centering®. Além de diversos estudos livres em dança contemporânea e técnicas variadas de educação somática que o levaram a atuar como bailarino profissional.

Foi nos estudos e atuação em Dança, Educação Somática e Comunicação para Sustentabilidade que se interessou pelas conexões que o corpo estabelece com dimensões extracorporais. Essa tem sido sua estrada de reflexão e trabalho, que deu à luz o projeto ConeCsoma, como desdobramento de uma parceria de cerca de 10 anos com o Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV-EAESP, que o aproximou da área de Educação e da facilitação de grupos, por meio das experiências corporais.

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Sobre o ConeCsoma

fis18_fldnkrsIniciativa que encara o corpo como rede viva que se relaciona com o mundo por meio de sensação, movimento e pensamento. Propõe mover e explorar o universo corporal para gerar vigor e sensibilidade. E também descobertas, conhecimento e transformações que vão além do próprio corpo.

O projeto ConeCsoma ajuda a acessar essa potência para indivíduos, grupos e organizações, por meio de conteúdo digital, de um espaço-laboratório com aulas e oficinas, e de atividades para promover desenvolvimento pessoal, inovar a educação, e levar novas perspectivas a atividades que estimulam a inteligência coletiva.

Veja exemplos da nossa atuação em Educação e Impulso para Organizações.

Pitada de consciência corporal para estimular conexões no FIS 18

O evento de lançamento público do desafio semestral na Formação Integrada para Sustentabilidade é sempre um marco na processo de aprendizagem dos alunos. No FIS 18 não foi diferente e o kick off, como é conhecido, foi catalizador de muitas descobertas do grupo, bem como de qualidades e limites de cada um.

Para potencializar a primeira aula depois do evento, dedicada a uma apreciação coletiva sobre essa etapa do processo, Ricardo Barretto trouxe uma dinâmica de sensibilização para aquietar ansiedades, abrir a escuta e estimular as conexões no grupo. A roda de conversa que veio na sequência não poderia ter sido mais potente!

A troca e o autoposicionamento dos alunos criou o campo perfeito para, na aula seguinte, introduzir-se uma das ferramentas mais poderosas do FIS, que é a mandala transdisciplinar. Um mosaico de nove quadrantes que se interconectam e que entrelaçam dimensões físicas, relacionais e individuais a perspectivas do interior, de transformação, e do exterior.

Para preparar a turma para a mandala, Ricardo Barretto trouxe, dessa vez, uma dinâmica inspirada em princípios de Feldenkrais, a partir dos quais movimentos aparentemente simples ajudam a mexer com padrões do sistema nervoso e a ampliar a percepção de si mesmo.

Performance emerge de aula no mestrado em sustentabilidade (FGV)

Um dos princípios norteadores da linha de Sustentabilidade no Mestrado para a Gestão da Competividade (FGV-EAESP) é a transdisciplinaridade. Em outras palavras, a evocação e conexão de diferentes conhecimentos e modos de fazer para estimular novos olhares e caminho para que potências de cada participante e do grupo se expresse de modo vivo.

É nesse contexto que são propostas aulas de formação integrada e, nesse espaço, algumas experiências de corpo e movimento. Em março, aconteceu uma delas, sob a condução de Ricardo Barretto, mentor do ConeCsoma que participa do núcleo de formação do Centro de Estudos em Sustentabiliade (FGVces), responsável pelo mestrado.

A partir de princípios de Klauss Vianna sobre a relação entre corpo e texturas do ambiente para gerar movimento, foi desenvolvida uma experiência para aprofundar a conexão dos quatro grupos de trabalho existentes na turma 4 do mestrado. Esses grupos são dedicados a projetos com temáticas da sustentabilidade e seu desenvolvimento inclui a implicação de si mesmo em todo o processo de aprendizagem e produção de conhecimento. Do receio inicial em lidar com a possibilidade de dança na sala de aula, os alunos passaram a se entregar à proposta e acabaram por produzir uma performance coletiva, digna de conceitos como arte contemporânea e complexidade.

Se é difícil relatar a força da experiência e a reverberação no grupo, algumas fotos ajudam a dar um gostinho da performance.