FIS 19 funde clima, agricultura e arte

A 19. edição da Formação Integrada para a Sustentabilidade traz como desafio “produzir uma exposição de arte que revele a urgência de caminhos para adaptação da agricultura brasileira às mudanças climáticas”.

Disciplina eletiva volta aos alunos de graduação da FGV em São Paulo, o FIS, como é conhecido esse curso, propõe a cada semestre um desafio real para que os participantes se aprofundem em um tema relevante da sustentabilidade e, ao mesmo tempo, desenvolvam um processo de autoconhecimento. Para tanto, são usadas referências como a Teoria U, do MIT, e a Transdisciplinariedade.

Ambas perspectivas evocam diferentes áreas de conhecimento e modos de experiência para gerar percepções do tema, do mundo e de si mesmo que vão além dos padrões e modelos mentais já sustentados pelos aprendentes. É nesse contexto que o corpo surge como dimensão relacional e de conhecimento, contando com a contribuição das abordagens de educação somática, dança contemporânea, jogos de improvisação, comunicação e ecossomática propostas pelo ConeCsoma.

Em breve, mais detalhes sobre o FIS 19.

Pitada de consciência corporal para estimular conexões no FIS 18

O evento de lançamento público do desafio semestral na Formação Integrada para Sustentabilidade é sempre um marco na processo de aprendizagem dos alunos. No FIS 18 não foi diferente e o kick off, como é conhecido, foi catalizador de muitas descobertas do grupo, bem como de qualidades e limites de cada um.

Para potencializar a primeira aula depois do evento, dedicada a uma apreciação coletiva sobre essa etapa do processo, Ricardo Barretto trouxe uma dinâmica de sensibilização para aquietar ansiedades, abrir a escuta e estimular as conexões no grupo. A roda de conversa que veio na sequência não poderia ter sido mais potente!

A troca e o autoposicionamento dos alunos criou o campo perfeito para, na aula seguinte, introduzir-se uma das ferramentas mais poderosas do FIS, que é a mandala transdisciplinar. Um mosaico de nove quadrantes que se interconectam e que entrelaçam dimensões físicas, relacionais e individuais a perspectivas do interior, de transformação, e do exterior.

Para preparar a turma para a mandala, Ricardo Barretto trouxe, dessa vez, uma dinâmica inspirada em princípios de Feldenkrais, a partir dos quais movimentos aparentemente simples ajudam a mexer com padrões do sistema nervoso e a ampliar a percepção de si mesmo.

FIS 18 potencializa percursos formativo em sua primeira imersão

Formar pessoas a partir de uma perspectiva integrada, transdisciplinar, que reconheça complexidades e diferentes níveis de realidade no mundo é uma tarefa que demanda estratégias fora do convencional. É com esse foco que a Formação Integrada para a Sustentabilidade reúne corpo, conversa, natureza, interação, escuta, relação, estranhamento e reflexões com sentido no seu processo formativo.

Neste sentido, viagens de campo, que deslocam o aluno dos ambientes e dos modos de pensar padronizados, são fundamentais. No fim de semana de 23 e 24 de fevereiro realizamos a microimersão do FIS, que é o primeiro grande momento no semestre de conexão entre os alunos.

Dessa vez, fomos para o Parque das Neblinas, em Mogi das Cruzes, onde pudemos desenvolver experiências marcantes, como revelam algumas das imagens produzidas pelo profissional de imagens Arthur Boccia e pela equipe do FGVces (Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV-EAESP, responsável pelo FIS).

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Essa já é a 18a edição dessa disciplina eletiva, e a cada ciclo as surpresas e aprendizados da pareceria com o FGVces revelam que um processo formativo eficiente é aquele que é vivo, que segue diretrizes mas não se enrijece em fórmulas. É desse modo que levamos os estudantes a vivenciar dimensões socioambientais e de si mesmo, tendo como norte um projeto referência. O deste semestre trata de Turismo de Base Comunitária. Saiba mais aqui.