Primeiro vieram os ditos populares. Depois as experiências de consciência corporal e educação somática sutil, como o Body-Mind Centering. E então a ciência se abriu à inescapável realidade de que o coração reage às nossas emoções. Até mesmo muda de forma, como nos explica o cardiologista Sandeep Jauhar, ao compartilhar anos de pesquisa no TED Summit 2019.

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Assim como a neurociência, diferentes áreas da medicina vêm se abrindo – e encantando-se – com as maravilhas do corpo integrado. Trilhando um caminho positivo para a ciência e a sociedade se desvencilharem do paradigma cartesiano que durante séculos separou corpo, mente, psique, alma, espírito.

Escutar o corpo traz autoconhecimento e afasta os remédios

Na voz, na pele, nos olhos, por fora, por dentro… O corpo é mestre em mandar pequenos sinais sobre seu estado psicofísico. Treinar a percepção sensível e a curiosidade atenta abre a chance de desenvolver cuidado precoce, por meio da alimentação, do toque, do estímulo aos fluxos energéticos no corpo. Essa atenção consigo mesmo traz autoconhecimento, ajuda a reconhecer fragilidades e necessidades de mudança. E o que é melhor, pode evitar o uso de remédios e intervenções médicas.

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Excêntricas, as mitocôndrias ligam ancestralidade e cura futura

As usinas de energias de nossas células são consideradas como as estruturas mais perenes de nossos corpos. Haveria apenas sete ou oito variações de mitocôndrias em toda a espécie humana. Elas são mais ou menos as mesmas estruturas desde nossos ancestrais. Memória e conexão corporalizada e orgânica.

As mitocôndrias apontam para perspectivas futuras de cura, já que a ciência descobriu que seu DNA – sim, elas têm seu próprio código genético – sai para passear pela célula hospedeira e se comunica com ela determinando o fluxo de energia a ser produzido. Falhas nessa comunicação poderiam significar desequilíbrio na quantidade de energia para lidar com doenças, por exemplo. Você não precisa esperar novas descobertas da ciência para “cuidar” das suas mitocôndrias. Comece pelo toque: uma mão sobre a pele transmite fluxos para as células e mitocôndrias.

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