Teoria da Relatividade abre novas dimensões perceptivas no retiro de inverno

A sétima edição das Imersões de Corpo e Movimento na Natureza aconteceu em São Lourenço da Serra, no interior de São Paulo, no fim de semana mais frio de todo o inverno. Mas assim como o tempo e o espaço, os participantes do retiro mudaram sua perspectiva do frio, a partir de experiências de corpo, movimento, contemplação e trocas mais que especiais, tanto pela palavra como por freqüências indizíveis da comunicação. Conectando micro dimensões do universo corporal, às macro dimensões do cosmos. Incluindo paralelos com a vida de cada um e as dinâmicas da sociedade.

Tudo isso, orientados pela investigação da Relatividade e seus desdobramentos para além da ciência. Se a Física já ensinou que tempo e espaço são dimensões relativas a um ponto de observação, o corpo nos indica que tudo depende da intenção. Sim, os fenômenos físicos continuam lá, mas podem passar despercebidos se não acionamos os sentidos para nos apropriarmos da relatividade.

Ao mergulhar em experiências que revelam as variações de tempo e espaço o grupo da imersão de inverno lançou conexões com fenômenos do próprio corpo, da sociedade, do ambiente e do cosmos. E reconheceu que o encontro entre leis da física e as intenções humanas pode gerar reflexões poderosas e poesia.

Explorar percepções da Relatividade foi um modo de estabelecer uma ponte para o que nos torna parte das dimensões macro e micro do universo. E também, para o constante diálogo com o que nos torna vivos e criadores-intérpretes da dança instigante que atravessa desde os átomos até os planetas e estrelas do firmamento.

Estavam abertas novas perspectivas para ser humano.